sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

ELUCUBRAÇÕES ALEATÓRIAS - PARTE 3




1. Apesar da Bíblia dizer que o amor é que conta e que devemos amar o próximo de forma incondicional como a nós mesmos e que nós devemos nos envolver com ele pelo o que ele é, e não pelo que ele tem ou por aquilo que ele pode dar de retorno como uma estatística a mais na minha igreja, e que invariavelmente devemos primeiro amá-lo por tempo indeterminado e deixar os resultados de mudança e crescimento com Deus...
Como é que muitas seguimentos da fé ao se aproximarem das pessoas, carimbam nelas uma etiqueta de “não-cristão”, as vendo apenas como “campo evangelístico”, impondo prazos definidos para elas mudarem, e se não se satisfazem com os resultados, dão as costas à cata de novos candidatos à sua equivocada “evangelização”?
Pense...
2. Apesar da igreja primitiva do primeiro século ser um modelo padrão de comunidade expressando a verdadeira convivência entre cristãos, ONDE NÃO HAVIA NENHUM NECESSITADO ENTRE ELES, porque na igreja atual há tanta disparidade social e econômica, onde as pessoas ricas se fecham em seus pequenos impérios particulares cerrando os olhos e a carteira para a necessidade dos menos privilegiados, e é onde se vê mais egoísmo e individualismo do que bondade, generosidade e desejo de compartilhar?
Pense....

3. Apesar da ênfase inclusiva do ensino do Novo Testamento, a igreja ainda não sabe lidar com os gays que se aproximam dela.
Esta classe está crescendo e se espalhando cada vez mais. Hoje em dia, ser homossexual não é mais sinônimo de baixaria, mas a partir do âmbito artístico, atingiram também muitos outros setores da sociedade, ocupando cargos importantes, demonstrando destreza, capacidade e inteligência no que fazem. Muitos não tem os trejeitos afetados das bichas desvairadas, sendo sóbrios, sensíveis e bem educados. A igreja não percebeu a mudança, estagnando em conceitos de 30 anos atrás. Hoje exige-se uma abordagem inteligente que esteja comprometida com a Verdade, sem no entanto, comprometer os absolutos da Palavra de Deus, e ao mesmo tempo enfronhada nas mudanças substanciais que acontecem na sociedade. Ja vi pastores fazerem piadinhas sem graça sobre gays no púlpito e isso só complica uma compreensão melhor sobre o problema.
Outro aspecto que a igreja peca, é no discipulado dessas pessoas. Quando um gay se converte, se exige que vire imediatamente heterossexual da noite pro dia e fique cheio de tesão por mulheres ou vice-e-versa, num passe de mágica. Não é assim que acontece com pessoas que viveram anos a fio sob impulso de condicionamentos psicológicos encravados, escravizadas por uma disposição mental imposta pelo pecado. Aquilo se impregna na personalidade de forma que leva muito tempo pra “despregar”.
Penso que a solução para a grande maioria é a de aconselhar o novo convertido ou interessado em ser um cristão a se manter isento de qualquer envolvimento físico ou emocional com pessoas do mesmo sexo, a se santificarem decidindo por serem eunucos para Deus ou celibatários voluntários. É certo também, que alguns outros vão se apaixonar por pessoas do sexo oposto, casar e constituir família. Mas nos dois casos, deve-se pensar em um processo de vários anos pra se ver uma transformação significativa. Enquanto isso não acontece, é papel da igreja amar incondicionalmente e aceitar o gay, recebendo-o no seio da igreja e convivendo com ele sem cobranças ou falsos moralismos, esperando as mudanças que o Espírito Santo pode operar.
Quando se impõe um comportamento moral externo unificado, o resultado desastroso é o que vemos na prática: tantos quantos gays entrem na igreja, tantos quantos saem depois de um tempo frustrados e decepcionados pela falta de aceitação, de sabedoria e tolerância por parte de uma igreja despreparada que ainda não encarnou o Amor que ama até as últimas consequências.
Pense...

6 comentários:

markeetoo disse...

infelizmente a cultura do igrejês nos entrega um pacote quando entramos pra esse "segmento" e o que vemos são novos crentes já nascendo com todo esse preconceito e conceitos distorcidos a respeito de tantos assuntos.
Ainda bem bem que "quem tem ouvidos pra ouvir vai ouvir" =]

AlyCampos disse...

..que possamos compreender a profunidade desse amor, expressado por Jesus e tão limitado por tanto tempo, e que possamos com núcleo ser a semente de uma nova geração que amará ao próximo sem preconceitos..sem limites.

The Reverend וטביו לימהא (Otávio Lima) disse...

Falou muito.............

mas falou "bunito".........

solução muito inteligente e reformada para nossos amados irmãos EX-HOMOSSEXUAIS..............

neojoy disse...

é verdade. a forma como homossexuais são tratados dentro das igrejas, não diferindo de como o mundo os enxerga, realmente só pode afastá-los mais do amor do nosso Deus. que o Senhor tenha cada vez mais misericórdia e amor por nós, e que nos dê sabedoria no trato a todas as pessoas.

consegui postar um vídeo no Youtube que uma vez passamos lá na IPM antes de uma pregação sua. uma música da Metamorphus com cenas de A Paixão de Cristo. Lembra? Bom, aqui o link http://www.youtube.com/watch?v=52BCc_BuEfU

Guilar15 disse...

3 assuntos q fezem parte do nosso dia-a-dia e q realmente precisamos pensar, avaliar nosso coração e talvez rever algumas de nossas atitudes.
Axo q todos esses 3 assuntos tem um calcanhar de Aquiles em comum: O Egoismo.
Se destronassemos o nosso ego e procurassemos colocar o próximo em primeiro lugar, como o apóstolo Paulo nos orientou a fazer, talvez teríamos uma igreja mais relevante e preparada p receber todo tipo d pessoa.
Parabens Manel!!!

Erick disse...

muito boa a análise do escabroso caso. Conclui-se que o pecado deve ser tratado como pecado (independente da hierarquia em que nós erroneamente os classificamos) e o pecador como alvo do amor de Deus (esse sem classificação alguma quanto à grandeza). De fato a igreja não está pronta para receber os do Pai que não aparentam ser Dele (aos nossos igualmente equivocados "olhos"). Que Deus mude em todos nós o pensar de forma que fique igual ao dEle...