segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

UMA ANÁLISE DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO


É nitidamente perceptível a proximidade da volta de Cristo. Só não vê quem não quer. Quem tenta fugir da realidade que nem avestruz enterrando a cabeça na areia se alienando da vida real. Não digo isso imbuído da expectativa ingênua dos dispensacionalistas pre-tribulacionistas que se valem de cálculos sistemáticos que nunca se cumpriram satisfatoriamente. Já li livros de pregadores que determinavam o tempo da segunda vinda com grande precisão "profética", e afinal não provaram nenhuma de suas teorias. Minha percepção advém de fatos mais concretos, fincados na história e de olho nas Escrituras. Fico vendo a crise mundial que está se delineando no mundo todo com traços cada vez mais nítidos. Na década de 70, um autor profeta escreveu um livro discorrendo sobre a morte do dólar, sobre a falência do poder americano e a decadência financeira que viria sobre o mundo. E isso está acontecendo.
O livro de Apocalipse aponta para um período na história nos últimos tempos de absoluta escassez de água e de alimento. Uma crise sobrevirá ao nosso velho planeta Terra como resultado da má mordomia do homem quando interferiu irresponsavelmente no meio ambiente, resultando na mudança do clima, nos oceanos e rios poluídos, nas florestas devastadas. Agora temos menos fauna, menos flora, menos remédios, e menos qualidade de vida.
E agora todos os olhos se voltam para o novo presidente dos EUA. Muitos tem visto o Obama (não o Bin Laden), ou como o famigerado anticristo, ou como o messias-salvador-do mundo que virá resolver num passe de mágica todos os problemas da humanidade. Grande ingenuidade. E não deixa de ser admirável um negro de origem africana, vindo de bases de minoria, oriundo de contexto mulçumano, com esse nome, assumir a Casa Branca. Mas não podemos ir além disso, vaticinando qualquer coisa, sob pena de cair no ridículo, como falei anteriormente.

É assim que vejo os fatos:
O mundo passará por um processo de decadência, de escassez de víveres, com mais catástrofes naturais (maremotos, terremotos, secas, enchentes, devastação do meio ambiente, epidemias), bem como também as guerras voltadas para o oriente medio, com o estopim contra Israel, a menor nação que detém o maior ódio do mundo. Nesse período, a Igreja, A Noiva de Cristo, hoje essa grande massa amorfa descaracterizada com suas vestes surradas e rosto desfigurado passará nos últimos tempos por uma transição da sua aparente prosperidade para um tempo de perseguição (se você lê o Evangelho Simples, por exemplo, Mateus 24, verá que a igreja vai passar pela grande tribulação dos últimos dias, e só depois, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem, e Este ordenará aos Seus anjos que recolham as Seus escolhidos dos quatro cantos da terra) quando durante e após a maior tribulação sem precedentes na sua história, será expurgada de toda a sujeira que se impregnou em suas vestes nupciais, como a de se vender para a política, de leiloar seus membros para obter vantagens, de fazer das pessoas pelas quais Cristo morreu, meras moedas de troca, de se viciar em dinheiro e poder.

A igreja se purificará dos seus falsos apóstolos, de seus bispos megalomaníacos, de seus transloucados candidatos a vice-deus imitadores de Lúcifer com suas manias de grandeza, esses que difundiram uma teologia de facilidades, de prosperidade a qualquer preço, que expoem slogans “não sofra mais”, tentando anular a glória de sofrer pelo Evangelho e compartilhar os sofrimentos da mesma forma que Jesus sofreu.

A igreja dos últimos tempos será purificada do veneno letal que Satanás sutilmente inoculou em suas veias, o de se afastar deliberadamente da simplicidade e da pureza devidas a Cristo.

A igreja dos últimos tempos será purificada de todos os seu desvarios e desvios, de suas relações promíscuas e prostituídas, das escolhas tolas que tem assumido e que tem enxovalhado suas vestes que deveriam ser brancas de pureza e luz.

A igreja, pelo menos dessa forma como se encontra agora, jamais subiria para as Bodas do Cordeiro, com todo o peso de seu ufanismo, com todo o seu triunfalismo prepotente, com todas as suas palavras de afirmação, com todas as suas manifestações de pseudos avivamentos, com suas curas e quedas “no Espírito”, com todas a suas unções de leão, e com toda a sua estatística exagerada e propaganda de crescimento estonteante, não subiria.
Vai precisar de um banho de perseguição purificadora pra subir.
Aí sim, somente após isso, Jesus virá e arrebatará sua Igreja, Sua Noiva Transformada: sem ruga, sem mácula e sem defeito. E, todos nós que fazemos parte dela, o remanescente fiel, participaremos dessa união visceral, a que Deus compara com a união do homem com sua mulher (grande é esse mistério, disse Paulo), uma relação tão arrebatadora que proporcionará uma alegria tão imensurável e eterna, que o orgasmo humano será a leve sombra de um tênue esboço desvanescente em comparação ao gozo que a igreja usufruirá por toda a eternidade, na companhia do Noivo Amoroso que a desposará para todo sempre.

2 comentários:

markeetoo disse...

escatologia eh algo que naum entendo muito mas que tenho dificuldade de aceitar a maneira com que é pregada.
naum sei se será assim como a maioria de nós entende que será. muito do que é dito ali é uma figura de linguagem pra camuflar a crítica ao que estava acontecendo naquele tempo. Mas uma coisa é certa, a situação tá caminhando pra um caos completo mesmo.

Marilena Silva disse...

uma coisa é certa precisamos realmente voltar a simplicidade e singeleza do evangelho. Oro por misericórdia para que possamos estar firmes no nosso compromisso com Jesus e com o seu evangelho. Lena