sexta-feira, 10 de abril de 2009

COELHO MUTANTE



Essa semana estava parado no sinal e vi o movimento dos vendedores ambulantes passando rapidamente pelos carros tentando vender seus produtos.
Me chamou a atenção um em especial, que vinha em minha direção com uma bandeja com uma série de bichinhos muito bizarros. Eram coelhinhos branquinhos que ao dar corda pulavam... como um pintinho? Como é que é? coelhinhos de Páscoa branquinhos, com orelhinhas de coelho e pés de pintinhos...Mas depois descobri o mistério: o vendedor deveria ter um estoque de pintinhos amarelinhos em casa, e como o mar não tá pra peixe, colocou algodão branco por cima, colocou umas orelhinhas e pronto, ficou um coelho todinho, mas com pés de pinto! E como introduziu-se na Páscoa a cultura do coelho e também a do ovo, o subconsciente do vendedor criou o elo entre um e outro, reproduzindo um coelho com síndrome de pinto, que consequentemente botava ovo, nada mais lógico!
Brincadeiras à parte, precisamos hoje entrever um estudo mais apurado sobre a Páscoa, visto que houve, com o passar dos tempo, a intromissão de culturas e costumes alienígenas introduzidos no contexto dessa festa.
A Páscoa foi introduzida por Deus como memorial solene a ser observado pelos judeus de geração em geração como estatuto perpétuo (Ex12.14). O contexto mostra o povo de Israel ainda escravo no Egito, mas já de saída. Deus havia enviado nove pragas arrasadoras e a décima (a morte dos primogênitos) estava à caminho. Deus prescreveu que cada pai tomasse um cordeiro sem defeito, e o imolasse e depois salpicasse o sangue nas vergas das portas da casa, isso teria que ser feito de forma urgente e obrigatória, para que a foice da morte não ceifasse os filhos primogênitos em suas casas também. Cada casa em Gósem deveria deveria ter o sinal do sangue do cordeiro tingidos em suas portas. Aquela noite seria de vigília, mas também de orações de louvor e gratidão. Dentro de casa, candeias acesas, a mesa posta cujo cardápio consistia na carne de cordeiro assada, pães sem fermento, vinho e ervas amargas. Na calada da noite, podia-se ouvir o lamento agudo da perda do filho mais velho em cada casa dos egípcios. Tudo deveria ser feito de forma rápida, como mesmo sugere o nome: Passagem. Vestidos para viagem, sandálias nos pés, cajado na mão. E comer depressa.
No Novo Testamento a Páscoa como memorial religioso tem seu cumprimento cabal em Jesus de Nazaré. Os evangelhos narram que Jesus na noite da Páscoa estava com seus discípulos num salão em cima de uma casa. Ali Jesus instituiu a Santa Ceia, preconizando uma Nova Aliança, acompanhada de pão e vinho, elementos que tipificavam seu corpo que seria moído na cruz do Calvário e seu sangue, derramado em favor de muitos. O que era restrito às casas dos hebreus, agora se amplia universalmente e todos que tem a marca do sangue do Cordeiro, já não morrem mais espiritualmente, passa da morte para a vida. Nesse sentido, a Páscoa se reveste desse significado maior, sendo observada pelos cristãos do mundo todo, divulgando alegremente a ressurreição de Jesus, cerimonial vivo que prevalecerá até a Segunda Vinda de Cristo, quando beberemos vinho novo no céu na celebração das bodas do Cordeiro. Nesse ritual, Jesus é o nosso Cordeiro Pascal, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo que por amor se entregou a Si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus como aroma suave (Ef5.2). A Páscoa Cristã anuncia portanto, que em Cristo, e por sua morte, temos eterna redenção, a libertação dos nossos pecados, e pela sua ressurreição gloriosa podemos obter vida abundante e a possibilidade de andarmos em novidade de vida, proclamando a ressurreição e a vida em todos os setores da existência.
Nessa Páscoa, tente se desviar da imposição do consumismo do comércio do ovo de chocolate e do coelho fofinho, dos costumes estranhos, das tradições mortas e de crendices populares que não levam à nada, e volte-se para a essência, para o significado eficaz da verdadeira Páscoa, assim busque a Verdade que Liberta, Jesus, aquele é capaz de trazer mudanças reais para sua vida e sua casa.
FELIZ PASCOA!

5 comentários:

Micael Pinheiro Silva disse...

É isso aí. Grande análise. Temos que nos apegar à mensagem original da páscoa. Chocolate é bom, mas o real significado da festa da páscoa é muito melhor e mais profundo.

Guilar15 disse...

Cara, q doido esse coelho/pinto. Esse Coelho é pirata ein!!! Hehehe
É a crise mesmo.
Q Deus nos dê discernimento a cada dia pra q tenhamos sempre em mente, o verdadeiro sentido das coisas.
Louvado seja o Cordeiro q sendo imolado derramou seu próprio sangue, pagando a nossa dívida com Deus.
Aleluia!

lula disse...

muito bom o texto... o coelho com sindrome de pinto foi otimo...hahuauauahuahua mas falando serio...assim como natal a pascoa hj e totalmente comercial... quem lucra sao os produtores de chocolate...

markeetoo disse...

consumismo sempre dando um jeito de ganhar. ateh com o dia dos mortos ehehe.
e eu queria um pinto coelho de verdade.

As histórias de Sofia Tribuzi disse...

De Jesus morto na Cruz a coelho com patas de pinto tem uma grande distancia... manel comenta no meu blog!