sábado, 18 de abril de 2009

POBRES IRMÃOS MAIS VELHOS!



VAMOS PRIMEIRO A CRÍTICA NEGATIVA DE DAVID CLOUD A RESPEITO DO LIVRO A CABANA NA ÍNTEGRA:

“The Shack” (A Cabana) tem ocupado o primeiro lugar na lista de bestsellers do New York Times, sendo uma narrativa de ficção, que ocupou durante nove meses o número sete em preferência no Amazon e o número seis no Barnes & Noble. Até o mês de janeiro deste ano, cinco milhões de cópias haviam sido vendidas. O livro está sendo traduzido em 30 línguas e um filme está sendo produzido. [N.T. - O povo evangélico emergente adora qualquer coisa que possa diluir o Evangelho verdadeiro, para continuar sentindo-se à vontade com os seus pecados de estimação].

Embora o autor do livro, William Paul Young, não seja membro de igreja alguma e até evite ser chamado cristão, e embora suas doutrinas sobre Deus sejam grosseiramente heréticas, a novela está sendo apresentada como se tratando de um livro de auxílio cristão. “A Cabana” tem sido endossado pelo Club 700 de Pat Robertson, pelo artista da CCM, Michael W. Smith, por Eugene Peterson (professor do Regente College e autor da Bíblia “The Message”), Mark Baterson (pastor sênior da National Community Church, Washington, D.C.), Wayne Jacbson, autor da obra “So, You Don’t Want to Go to Church Anymore”), Gayle Erwin, da Calvary Chapel, James Ryle, do movimento Vineyard Churches, Greg Albrecht, editor da revista “Plain Truth”, dentre muitos outros.

Young foi um dos preletores na Convenção dos Pastores Nacionais, em San Diego (CA), patrocinada pela Zondervan e pela InterVarsity Fellowship. Os 1.500 que freqüentaram a Convenção eram pastores e obreiros cristãos. Outros preletores foram Bill Hybels, Leighton Ford, Brian McLaren e Rod Bell . [N.T. -Todos eles são líderes na igreja emergente]. Young teve sua própria vez na Conferência e foi entrevistado em uma das sessões gerais por Andy Crouch, um editor sênior da “Christianity Today” [N.T. - Uma revista totalmente posicionada em favor da igreja emergente].

Dizem que 57% dos que assistiram à Conferência haviam lido “A Cabana” e Young foi ali entusiasticamente recebido. Crouch tratou Young como um companheiro crente e não deu o menor sinal de que houvesse no livro algum problema prejudicial de teologia pela maneira como Deus é retratado no livro. Quando Young disse: “Não me sinto responsável pelo fato de que ele (o livro “A Cabana”) esteja indo contra os paradigmas das pessoas” , ou de como as pessoas pensem a respeito de Deus, a multidão respondeu com palmas, aprovação e risos. A igreja emergente adora contradizer as doutrinas bíblicas tradicionais, sem sentir o menor temor de Deus, quando faz isso.

Young nasceu em Alberta, em 1955, mas passou os primeiros dez anos de sua vida em Papua, Nova Guiné, com os seus pais missionários, os quais estavam ministrando ao remanescente do grupo tribal chamada Dani. Ele se graduou no Warner Pacific College, o qual é filiado à Igreja de Deus (Anderson, Indiana), com um diploma em religião.Em “A Cabana”, Young apresenta o tradicional Cristianismo Bíblico como sendo hipócrita e injurioso. O personagem principal do livro cresce sob “rígidas regras” e seu pai, que ocupava o ofício de ancião na igreja, era um “bêbado às ocultas” e tratava a família com crueldade, quando estava bêbado. (p. 7). A hipocrisia é muito prejudicial à causa de Cristo, mas a hipocrisia da parte dos cristãos não desmerece a Bíblia.

O Deus de Young é o deus da igreja emergente. Ele é frio; gosta de rock, não julga pessoa alguma; não se ira contra o pecado, nem envia os incrédulos para o fogo eterno do inferno; não exige arrependimento, nem o novo nascimento; não impõe obrigação alguma sobre as pessoas; não gosta das igrejas bíblicas tradicionais, nem aceita a Bíblia como a infalível Palavra de Deus e nem mesmo se incomoda que os primeiros capítulos de Gênesis sejam vistos como um “mito”.

trechos de "The Shack´s Cold God”, texto de David Cloud.
tradução: Mary Schultze
fonte: Informativo Batista



Minha opinião (comentário de Manoeldc):

Lamento ter lido o que li acima. Me desculpem a minha aparente falta de paciência com gente de mente reduzida mas que mesmo assim, se acha a palmatória do mundo.

O autor em muitos aspectos de sua narrativa se arvora em juíz e se arma de um legalismo impiedoso que é lamentável, pois nem quero imaginar a carga pesada de julgamento que virá de retorno contra ele próprio!

O autor, no afã de combater o autor do livro A Cabana e também por tabela, o de “meter o pau” na igreja emergente, acaba por se contradizer, patinando entre dois polos distintos: ora exaltando (sem querer!) as premissas que ele ressalta contra o livro (mas acaba por enfatizar valores e princípios legítimos do verdadeiro Evangelho como por exemplo a menção que faz de que “o Deus de A Cabana “não julga pessoa alguma” (e isso não é uma marca do cristão maduro?), ora tentando denegrir deliberadamente o conteúdo do livro jogando todo seu veneno quando diz que o autor do livro A Cabana juntamente com o pessoal da Igreja Emergente “não se ira contra o pecado” (ele jamais poderia dizer isso!), “nem envia os incrédulos para o fogo eterno do inferno” (essa é outra característica de quem ama: não mandar ninguém pro inferno, graças a Deus), "o Deus da igreja emergente não impõe obrigação alguma sobre as pessoas (isso é a pura verdade! e as obrigações que o Deus da Bíblia impõe, só são exigidas por Ele à medida que Ele mesmo capacita alguém a cumpri-las, por que Seus mandamentos não são penosos!)"mas não exige arrependimento” (ou ele é mentiroso ou desinformado, das duas, uma), “nem o novo nascimento” (mentira novamente!) “não gosta das igrejas bíblicas tradicionais” (isso depende, se essa igreja colocar a tradição acima do relacionamento com Deus e dos valores da Palavra de Deus...), “nem aceita a Bíblia como a infalível Palavra de Deus” (aqui se confunde claramente abertura para criticar e confrontar doutrina com o negar a inerrância das Escrituras o que são coisas bem diferentes!).

Gosto muito da metáfora que Rob Bell inteligentemente faz, comparando o corpo de doutrina das igrejas como uma cama elástica impulsionada por molas. Doutrinas são como molas flexíveis. Podem ser retiradas, esticadas, e analisadas. Se tirar uma, não altera o movimento da cama de molas em nada. Não alteraria em nada minha fé, se descobrisse que o batismo verdadeiro é o por aspersão, por exemplo. Eu caminharia minha jornada cristã de forma inalterada! Mas muitos creêm no corpo de doutrinas da igreja como uma pilha de tijolos em um muro ou parede. Se tirar um tijolo, todo o muro cai. E desmorona todo o resto! Tijolos são enrijecidos e nada maleáveis. Tem gente como esse autor, que vê doutrinas e dogmas como tijolos de um muro. E isso é lamentável.

Interessantíssimo ele arrolar uma lista de personalidades do mundo evangélico, reconhecidos pensadores, teólogos e escritores da estirpe de Eugene Peterson, Bill Hybels, Leighton Ford, Brian McLaren e Rob Bell, como sendo negativo serem apoiadores do autor do livro, William Paul Young, e como se isso fosse errado! E ele acha mesmo que o livro A Cabana é herético!

Valha-me Deus! Como diria meu pai.

Li o livro A Cabana, e gostei muito do que li, por tratar-se de uma obra de ficção (como li com muito gosto as de Frank Peretti, de C.S. Lewis e a trilogia de Tolkien) bem engendrada, com nuanças diferenciadas do evangelho convencional sem contudo comprometer a Mensagem do Evangelho Puro.

E é uma pena encontrar com gente que faz uma leitura tendenciosa do livro, gente que nunca se abre para abraçar novas formas de interpretação contextualizada do mesmo Evangelho pregado por Jesus, pois quando se utiliza arte literária criativa ou ficção e imagens mitológicas para divulgar a Verdade Irretocável de modo atrativo e ao mesmo tempo transformador, vem logo os xerifes do legalismo religioso para tentar refrear a avalanche da Graça. Espero que acabem soterrados por Ela!

Ganham aqueles milhões que já foram beneficiados com a leitura do livro, que sem o peso da religião e do evangeliquês que prejudica tanto,como que se aproximaram da Casa do Pai, com coração desarmado, foram miraculosamente livres do peso da religiosidade hipócrita dos que nunca entraram na casa do Pai pra valer e usufruíram das benesses de Sua casa, nunca aceitaram o anel, as sandálias novas, as roupas reais, nunca se fartaram no banquete do Pai com direito a boi assado, muito vinho e nunca entraram de uma vez por todas no “arrasta-pé” no salão de festa noite adentro, experimentando a plenitude da graça do Pai.

Pobres irmãos mais velhos!

10 comentários:

Anônimo disse...

AlyCampos:

Ainda não li o livro (que está na minha lista de leitura programada. Agora até vou antecipar!)porém, ao ler a crítica doi ver tão pouco do amor de Deus e perceber um protecionismo, Medo a mudança real em cristo. Pra mim esse nascer de novo que diz ele os emergentes não crêem é bem mais real e inevitável quando inundados pela graça! ao inves do uso de cabresto, puniçoes e condenações, sem amor nenhum. É Deus que faz a obra.

markeetoo disse...

é incrível como muitos cristãos não entendem a arte.
se separaram tanto da arte, se fechando na "arte gospel" apenas, onde só se pode usar as fórmulas permitidas, as palavras permitidas e as formas permitidas, e cria um monte de gente como esse "crítico" aí. Também já presenciei pastores de púlpito proibindo membros de igreja de assistirem certo filme ou lerem certo livro. Ninguém exercita senso crítico, ninguém sabe analisar sem ser já segurando uma pedra.

Ainda não li o livro, mas esse tipo de argumentação pra mim não tem valor algum.

Vai ser tapado assim lá longe.

para lembrar disse...

Eu acredito que, a princípio, toda preocupação é válida, razão pela qual eu daria ao autor da crítica a chance de se explicar, trazer à discussão fundamentos(bíblicos de preferência) pra cada um de seus argumentos( com alguns dos quais com certeza não concordo). O que ocorre é que a crítica pareceu mais uma agressão à igreja emergente(detesto esse termo) do que uma análise do próprio livro.

Se a discussão for "igreja tradicional ou emergente", penso que a mesma seja inócua, visto que ambas representam duas formas, eficazes à sua época, de transmissão do evangelho de Cristo.

Mas talvez a preocupação maior dele tenha sido a forma distorcida como Deus talvez seja visto hoje em dia, revelando uma falta de atenção às escrituras por parte de muitos cristãos. O autor pode achar que a igreja "emergente" tenha um papel ativo nessa distorção, o que é por doutrina da mesma, decididamente o contrário.

Concluindo, acho que ele falhou tanto criticar o livro quanto outras visões a respeito da fé cristã, ou ainda em mostrar que possui uma visão acertada a respeito de Deus. Mas gosto da preocupação dele em mostrar Deus como Ele realmente é, e não uma versão agradável deste. mas isso também dá muito pano pra manga...

Micael Pinheiro Silva disse...

Ainda não li esse livro, mas fiquei surpreso com essa crítica. Concordo com tudo o que foi dito. Ainda mais lembrando de toda a crítica que já ouvi sobre C. S. LEwis, quase com os mesmos argumentos. Ainda bem que estamos livres para admirar a arte e dialogar sobre Deus e seus atributos.

mix disse...

tive até que rir desse comentário infeliz desse cara... hahaha
Que pessoas tão preocupadas em rotular e separar... haahaha...
Deus ama... acima de tudo... lógico que não é conivente com o pecado, mas ama antes e apesar dele...
eu amo esse Deus emergente!

Guilar15 disse...

Pastor, o senhor pediu perdão mas eu achei q o senhor foi muito paciente sim. Hehehehe
Carinha audacioso esse ein?
Realmente um "Xerife do legalismo", pastor.
Infelizmente muita gente é influenciada e contaminada por esse veneno, e muitos legalistas se sentiram mais fortes lendo essa crítica besta, mas gosto d pensar q Deus usa até mesmo uma crítica desafortunada como essa, pra fazer agente analisar, debater, questionar e isso é muito bom.
É muito bom saber q Deus tem essa mentalidade emergente, livre d paradigmas, criativo, e q Ele usa a melodia, a poesia, a arte do Evangelho, pra iluminar nossa mente e nos fazer cada vez mais apaixonados por Ele.
Glória a Deus pelo livro A Cabana!
Glória a Deus pela crítica infantil desse cara!
Glória a Deus por tirar as escamas de nossos olhos, e nos fazer enxergar beleza da vida cristã, e o controle soberano d nosso Pai, mesmo quando td não está tão belo assim.
Aleluia!

Marilena Silva disse...

Eu lí o livro, e simplesmente amei! acho lindo como Deus vai até as últimas consequências por amor a um pecador. Como Deus se apresenta ao Mac (personagem do livro) da meneira como ele está precisando no meomento. E não é assim que Deus faz conosco? Não é assim que nós vemos nas escrituras?.... Eu louvo a Deus pela criatividade e sensibilidade para mostrar o amor do Deus Pai.

Adriana disse...

Também já li o livro e fiquei maravilhada com tanta criatividade, sensibilidade e amor com que o Papai é mostrado no livro, não vejo motivos para este querido descrever um comentário como este.Acredito que deverá ser levado A Cabana um dia!Deus ama a Igreja emergente, assim como ama aqueles que sem criatividade julgam os amados D'Ele.

- The Reverend - disse...

Olha eu aqui!!!!......faz tempo q eu não posto.......tive de ler o livro pra postar

Bom pra iniciar, como a gente diz aqui no Amazonas, os criticos são uns verdadeiros "fuleiros".....

Fui um dos melhores livros q eu jah li....está no patamar do Peregrino de John Bunyan, As Cronicas de narnia de C.S.Lewis e do Senhor dos Aneis......um classico...

Teologia Pura: Graça comum, predestinação, trindade, amor pelos eleitos, Kenôsis, parousia...

Aqui sim se mostra a religião do Senhor....em espirito e verdade, livre de preconceitos, de dogmatismos humanos e limitações do espirito à materia

o autor nos mostra um Deus q mesmo sendo soberano e transcedente ainda se importa com sua criação no mesmo nivel q se importa com sua gloria, q por sinal é a maior manifestação do seu amor.

é um livro q recomendo a todos os cristãos "bereanos", mentes abertas, investigadores, amantes da verdade e LIVRES......

Manoel tah de parabens mais uma vez......

Soli Deo Gloria!!!!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

O senhor diria o mesmo sobre os livros Este Mundo Tenebroso I e II?