quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

BBB, REALITY SHOW DA VULGARIDADE

Não pensem que é falso moralismo exarcerbado de minha parte, mas não engulo o BBB. Talvez porque tenha crises sistemáticas de aversão à TV Globo, pela forma como ela manipula a opinião pública  impondo modismos goela abaixo, sempre tendenciosa, levando milhões de pessoas a comportarem-se como verdadeiros zumbis teleguiados, e isso me dá asco. Mas ainda vejo o JN, mas com o freio de mão acionado e o pé mais do que atrás.
A idéia de um big brother originalmente vem do livro 1984 de George Orwell. A história se passa no "longínquo" ano de 1984 na Inglaterra. O cenário é um regime totalitarista, onde o Grande Irmão (Big Brother), o ditador venerado por todos, com sua Polícia do Pensamento onisciente e onipresente, escaneia a vida de todos os cidadãos da sociedade vigiada. Ninguém podia fugir à varredura implacável do Grande Irmão, que tudo via com seus olhos perscrutradores ajudado por um circuito de televisão com câmeras instaladas em todos os lugares e em todos os compartimentos das casas da cidade. Se alguém pensasse diferente, ou criticasse o regime, cometia crimidéia (crime de idéia em novilíngua, o idioma do Estado) e fatalmente seria capturado pela Polícia do Pensamento e sumia do mapa.
O BBB por sua vez, não tem nada a ver com a idéia genial de George Orwell com seu romance/metáfora criticando o totalitarismo arrasador de todos os tempos, a não ser a de pegar o gancho das câmeras escaneadoras, e que, aproveitando-se da bisbilhotice patética do povo, transformou um show de besterol em reality show, dando de bandeja, aos zumbis ávidos por carniça e porcaria, o “prêmio” de devassar a intimidade alheia, a possibilidade de brechar pelo buraco da fechadura a partir da comodidade do sofá de sua casa, de poder praticar o
voyeurismo sujo, tudo isso patrocinado por uma emissora de televisão que não tem compromisso nenhum com a preservação da família, dos valores da Palavra de Deus, da ética e da moral, se valendo da fraqueza nacional, em um país agonizante, já devastado pela corrupção e marcado pela bandalheira generalizada.
 Concordo com Luiz Veríssimo quando diz que a Globo redefiniu negativamente o conceito do termo herói. O que houve foi uma inversão do sentido nobre de ser herói, antes, pessoa que merece respeito e admiração pública por seus feitos, por sua magnanimidade e valor, agora atribuído a gente que jamais seria considerada referencial pra ninguém, transformada em ídolo aplaudido pela povo brasileiro, por milhões de crianças, jovens e adolescentes que torcem por seus “heróis”, conectando-se com a emissora ( alguém tem que ir para o paredão e cair fora), rendendo milhões de reais tanto para a Globo, quanto para a operadora contratada, e eles mesmos,  tornando-se os patrocinadores do tão almejado prêmio de R$ 1,5 milhão dado ao “herói” que sobreviver até o final, jovens que infelizmente nunca tiveram a opção de ter e ver alguma outra coisa diferente, edificante e  produtiva, arrastados pela imposição despótica do mau gosto, lugar comum em um sociedade onde a inanidade é tida como opção de lazer e a superestimação da mediocridade é vista como forma de entretenimento.
É de chorar e de partir o coração...
Quero então obter a liberdade de expressão para protestar aqui no meu espaço. Digo a vocês. Não dou ibope pra Globo para perder meu tempo precioso com programas com teor de alto nível de imbecilidade.
Em contrapartida, incentivo a busca de novas alternativas, a adestrar um exército de pessoas conscientes que busquem a alegria salutar e a boa diversão, e incentivar grupos de leitura, fazendo-os cidadãos críticos construtivos e inteligentes, comprometidos com a verdade.
Vamos conscientizar essa mocidade linda a buscar na arte, na cultura do bom viver e na espiritualidade cristã, formas opcionais que a fará acordar para a realidade e enfim, emergir do buraco pra o qual, foi empurrada.
Eu de minha parte, quero ter a opção de nadar contra essa maré de podridão e devassidão instituída em nosso país.
Quem quiser que me siga.

2 comentários:

The Reverend disse...

Eu sigo...e concordo

Edjane disse...

Concordo, dá nojo de certas coisas que rolam dentro da casa, é uma inversão de valores sem fim.