sábado, 9 de abril de 2011

Pastor CAIO PAI

Essa semana tive o privilégio de receber em minha casa dois grandes amigos. Reunimo-nos para tomarmos o café da manhã. Trata-se do Rai e do Gildo, dois “sortudos” que tiveram o privilégio de conviver durante muito tempo com o Pastor Caio, mentor e amigo comum de nós três.

A conversa fluiu livre, como convém a amigos que manifestam transparência e verdade no bojo de tudo que se fala. Mas como sempre acontece, ou “como sói acontecer em encontros desse jaez” (como diria o próprio Caio, no uso de seu português impecável) entre um tema e outro, terminávamos na linha comum, lembrando as façanhas de nosso velho mentor e pai espiritual querido, Caio Fábio D’Araújo, o “pastor Caio Pai”.
Ressalto aqui duas histórias que afloraram no meio de nossa conversa, confirmando que nosso velho mentor era verdadeiramente um homem segundo Cristo, conforme disse o saudoso pastor Fred Orr em sua palavra durante a cerimônia de despedida do Pastor Caio.
As duas palavras abaixo mostrarão uma faceta bem peculiar do caráter do pastor Caio, no que tange a sua inquestionável intimidade com Deus, o que resultava em uma autoridade espiritual impressionante.
A primeira foi o Gildo que contou. Mas antes de narrar o fato fantástico, é bom ressaltar que Gildo foi como um “fiel escudeiro” do pastor Caio durante 15 anos e se fosse ele contar tudo o que presenciou junto com o pastor Caio, daria para escrever um livro bem volumoso.
Bom, a história é sobre um assalto que aconteceu na casa do pastor. O Gildo chegou pela manhã na casa do pastor Caio para prestar contas, com sempre fazia. Assentou-se à mesa da sala em uma cadeira próximo ao pastor, expos a papelada, quando ouviu um alarido vindo da direção do portão principal da casa. Gildo imaginou que fosse brincadeira do Rai, que sempre chegava falando alto, brincando, fazendo pilhérias. Mas qual foi sua surpresa, pois logo viu adentrarem na casa, quatro bandidos mal encarados, truculentos, de arma na mão, entrando rapidamente, chegando, empurrando sua cabeça contra a mesa, sob a mira de um revólver, gritando que aquilo era um assalto.  Todos ficaram apavorados e apreensivos no que poderia acontecer em uma situação assim, fora do controle. Caio continuava tomando seu café, tranquilo, despercebido de tudo que se passava, nessa altura do campeonato, já nos altos de seus 84 anos, com sua perna mirrada, envelhecido, noventa e cinco por cento cego e adoentado. Mas sua aparente fraqueza física se restringia somente a esses itens. Por outro lado, sua fé, sua coragem e sua autoridade espiritual estavam intactas e renovadas como o vigor da águia.
Quando ouviu dona Lacy gritando com os bandidos, aí se dou conta da situação entendendo que era um assalto.         
O que? Um assalto? finalmente se expressou, rosto sisudo, olhar estreitado, tentando divulgar algum detalhe da situação. Aí foi logo pegando a muleta, se levantando e dizendo com a firmeza de quem é intimo de Deus:
Vocês não vão levar nada daqui! Saiam agora em nome do Senhor Jesus!
Depois de ouvirem essas palavras, os bandidos se encheram de pavor, correram em direção à porta que dava acesso ao pátio ao mesmo tempo, ficando literalmente entalados, se empurrando, para depois correrem em direção à rua e sumirem rapidamente.
Quando ouço essa história, só fico imaginando o que esses brutamontes viram quando o pastor Caio deu sua palavra de ordem. Será que viram anjos de fogo com espadas em chamas? Será que foram acometidos de um espírito de confusão, como acontecia no Antigo Testamento, quando Deus confundia os inimigos de Israel e os desbaratava diante dos olhos espantados do povo?
Não sei... Mas essa é uma história que podemos dizer sem sombra de dúvidas, que daria para dar continuidade às aventuras da igreja cristã do livro dos Atos dos Apóstolos.
Fica para depois a outra história, desta feita, contado pelo pastor Rai...
Depois eu conto!

8 comentários:

Danilo Fernandes disse...

Que espetáculo Manoel! E que honra a sua! Volta e meia faço a mesma coisa e converso com meus amigos sobre outros homens e mulheres desta estirpe que não se vê nesta geração presente... Se não fosse reformado e ainda bebendo do cálice da escatologia de J. Edwards, eu diria que já houve arrebatamento, foi homeopático e parece que findou... risos. Tamo da batela KKK

Abração.

markeetoo disse...

Engraçado o senhor ter feito esse post contando essa história, pq na noite antes do Eduardo Mano viajar pra sampa eu contei essa história pra ele. Ambos ficamos arrepiados huahuauhauha.
Saudade do pr. Caio Pai, mas convicto que agora ele tá desfrutando do auge de sua vida =]

Ana D´Araújo disse...

Me deu saudades do Paizinho Manoel!...é sempre bom relembrar a fé que ele nos ensinava a ter todos os dias! :)

Oscar Filho disse...

Hoje fomos para um almoço na casa de meu irmão Paulo no conjunto Aristocrático ( cuja casa foi assaltada por um ou dois homens que pularam o muro e levaram un notebook,celular... mesmo com minha cunhada e meu sobrinho dentro)graças à Deus não aconteceu coisa pior...!!! Eeu relatei a eles justamente este acontecido do pastor Caio e sua familia...é ele um exemplo que ficará marcado pra sempre em nossas vidas...

Ninna disse...

Essa história é incrível! Apesar de não ter conhecido o pastor Caio, sei que ele foi um grande homem de Deus. Que a gente possa se espelhar nas suas feituras e dedicação a obra de Deus!

Otávio Lima disse...

Grandes homens como esse sempre farão falta no nosso meio!!!

Essa historia é a mais tocante de todas as outras que não deixam de ser espetaculares!!!

Que Deus faça com que uma nova geração tenha a intimidade e a autoridade deste João Batista da pós-modernidade!

Nos encontraremos lá, "após o Jordão"

Abraços Maneco...

Dude Pinheiro disse...

poxa, deu até saudade do Caião, essa história e outras mais que já escutei, me remetem a um tempo bom, que não volta mais... Obrigado pela recordação Pr. Manoel, muito bom

Telly ♥ disse...

Puxa... Que história boa! Não imaginava que teria esse desfecho! Rsrsrsr... Deus é incrível mesmo!

Esse é o nosso Deus!