sexta-feira, 20 de maio de 2011

UNÇÃO DE PACIFICAÇÃO

Desta feita o episódio foi contado pelo Rai. Ele sempre era chamado para ser “motorista” do pastor Caio, principalmente levando-o quase todo fim de semana ao Retiro Monte Sião na estrada Manaus-Itacoatiara, lugar em que o pastor Caio era o administrador. É nesse tempo precioso de quase quatro horas de estrada, de períodos prolongados que passavam juntos lá rodando pra cima e pra baixo nas estradas internas do acampamento, averiguando obras, efetuando pagamento de pessoal, supervisionando as obras, contatando os trabalhadores e funcionários, às vezes até pernoitando, que se forjou gradativamente uma amizade profunda, pelo convívio intenso, e um amor de pai e filho.
Em certa ocasião, quando estavam indo para o Monte Sião, tarde quente de verão, asfalto fumegando, pararam em uma bar perto da vila de Lindóia onde sempre tomavam refrigerante. De repente o Rai percebeu um movimento estranho do outro lado da pista, sons de pés arrastando e gritos de ofensa e terríveis xingamentos vinham daquela direção. Foi então que Rai percebeu que se tratava de uma briga entre dois peões que de faca nas mãos, estavam para se enfrentar num duelo violento e mortal, os dois tomados por uma ira irracional sondavam-se, para ver quem desferia primeiro o golpe fatal. Alguém com certeza se feriria, ou na pior das hipóteses, um dos dois tombaria morto.
Rai falou nervosamente:
- Pastorzinho, tá havendo uma briga entre dois homens do outro lado da pista e eles vão acabar se matando, pois estão de faca na mão.
- Onde? Perguntou o pastor Caio. Rai apontou em direção dos digladiadores.
O pastor Caio então gritou em direção aos dois homens:
- EI, VOCÊS DOIS! VENHAM AQUI!
Os dois pararam a luta na hora, olharam em direção ao pastor e baixando a guarda obedeceram a ordem, atravessando a estrada e vindo ao encontro do pastor, que estava dentro do carro.
- Raizinho, meu amado, pegue as armas das mãos deles, disse Caio Fábio.
Rai saiu do carro, nervoso, prevendo o pior, diante da tarefa tão arriscada. Mas mesmo amedrontado, obedeceu. Deu a volta ao redor do carro, se aproximou dos homens, estendeu a mão, e eles entregaram as facas.
O pastor Caio de dentro do carro os chamou e pegando a mão de um e a do outro, uniu-as, e pondo a sua sobre as deles, disse com aquele jeito meigo e cheio de uma unção de amor:
- Meus filhinhos, vocês sabiam que Jesus ama muito vocês? Olhem, Ele morreu na cruz para perdoar nossos pecados e trazer paz e reconciliação entre os homens. Não façam mais isso não, sejam amigos e acabem com essa tolice...
Os homens agora estavam serenos e incrivelmente tranquilos. Eram outras pessoas.
Depois disso, o pastor saltou vagarosamente do carro, pois era bastante cauteloso por causa de seu problema na perna, entrou no barzinho e convidou os dois homens ex-briguentos, para tomaram uma “coquinha” gelada com eles.
Todos sentaram ao redor da mesa, serviram os copos, e alegres, conversaram normalmente sobre assuntos corriqueiros, como se nada tivesse acontecido.
As armas foram abandonadas depositadas em cima da mesa, e o pastor Caio e o Rai foram ao Monte Sião para cumprimento de seus deveres...
MILAGRE DE DEUS NOS NOSSOS DIAS.

5 comentários:

Otávio Lima disse...

Realmente um Ministro de reconciliação...

quem derá nós tivessemos essa coragem de enfrentar com a Amor o mal, e trazer paz e afeto a esses "homens de coração partido"

Deus seja louvado pela vida do "pastorzinho"

Marilena Silva disse...

É como se estivesse vendo-o com aquele jeito de ser, doce e firme, amoroso e cheio da graça de Deus.

Anônimo disse...

Esse relato é ilustrativo e denuciante ao mesmo tempo, uma vez que pela firmeza e bom-senso do "pastorzinho" Caio dos "barabas" deixaram de esfolar, pravalecendo do Principe da Paz, mais hoje, os pastorzões vivem um verdadeiro MMA ministerial para saber quem é que manda e sabe como se faz a igreja andar. Se o pastor Caio ainda estivesse entre nós, teria que ser o "juiz" que precisari pôr fim no vale-tudo que ocorrer entre muitos pastor-bull que se "enteçadam" em nome da doutrina certa e do poder de serem donos da igreja. E haja litros e litros de coca-cola...rsrsr
Daniel Fredson

AFONSO disse...

O pastor Caio sabia como ninguém ser amigo dos homens e inimigo do mal. Mansidão, autoridade e sabedoria sem igual. Obrigado Pr. Manoel pelo relato.

AlyCampos disse...

Lendo essas história e outras ja contadas.. é entusiasmante, saber que é real e possível viver esse evangelho maravilhoso, o evamgelho poderoso do nosso senhor jesus. Que Ele nos ajude a viver como ele de forma profunda e transformadora! Bom leer seus posts pastor, sao alimento sempre que os leio, pão vivificante!