quarta-feira, 9 de setembro de 2009

AJUNTAMENTO DAS TRIBOS - encerramento


Tudo chega e tudo passa… e já encerrou o congresso Ajuntamento das Tribos da Comunidade S8.
Quando cheguei de manhã no acampamento, no último dia, o heróico grupo de louvor estava executando músicas memoráveis, direcionadas a um grupo reduzido de jovens animados que cantavam e dançavam alegremente, no entanto, podia também perceber muito movimento concentrado na tarefa de desmontar as barracas e arrumar as malas. Passei por gente carregando sacolas, malas e mochilas pra lá e pra cá. O Eduardo Mano, nosso amigo compositor, (e meu amigo virtual de twitter, não sendo mais, pois o conheci agora pessoalmente), já estava lá aguardando para nos acompanhar de volta para o Rio e nos levar para nos hospedar em sua casa no bairro da Tijuca. Infelizmente na hora do almoço fui acometido de uma enxaqueca mal-vinda e incômoda, minha visão ficou turva, o estômago ficou embrulhado, mas continuei conversando sentado em um banco, enquanto aguardava melhorar um pouco. Respirei fundo, entreabri os olhos, para divisar com maior nitidez as coisas ao redor, e depois de meia hora já estava bem apesar da cabeça estar doendo. Mas assim mesmo depois do almoço, todos nós (Eu, Markito, Nina e Eduardo) pegamos uma carona para a pista principal, e lá ficamos esperando a van de linha que nos levaria à cidade do Rio de Janeiro. Vocês já podem imaginar a confusão para entrar e se acomodar dentro da van com tanta bagagem! Bom. Chegamos finalmente na casa do Eduardo Mano, e então nos instalamos, tomamos banho e depois sentamos nas poltronas da sala ouvindo o Eduardo entoar algumas músicas, inclusive algumas que já cantamos no louvor na Comunidade Abrigo R15 em Manaus. Mais tarde nos enchemos de coragem e tomamos um ônibus (mais ônibus?!!) para comermos alguma coisa juntamente com alguns irmãos de São Paulo que estavam no Ajuntamento. Então fomos ao Botequim Manuel e Joaquim no bairro da Lapa. Chegamos no local combinado e ficamos esperando o pessoal chegar. Depois de um tempo apareceram o Marcelo Eco, grafiteiro e artista gráfico e o Rod da Vineyard acompanhados de outras pessoas. Comemos peixe, batata frita e regamos o papo com chop gelado. Interessante que se alguém passasse por ali, jamais poderia imaginar que aquele grupo de pessoas estavam conversando alegremente sobre assuntos do Reino e outros relacionados à vida cristã, ao testemunho criativo e tipos de evangelização relevante. Por incrível que pareça, ali estava instalada a igreja de Jesus no Boteco Manuel e Joaquim em plena área de meretrício no bairro antigo da Lapa.
A volta para Manaus na manhã seguinte foi cansativa, pois pegamos a rebarba da tempestade que assolou o sudeste e sul do país. Se na ida pegamos algum tipo de turbulência, na volta, assim que decolamos do Aeroporto Santos Dumont, enfrentamos um grande e prolongada área de instabilidade que fez nossa aeronave parecer uma folha seca no meio de um redemoinho. Olhei para o la
do e vi o Markito ficando pálido e começar a enjoar pra valer. Mas houve compensação. Quando estávamos singrando os céus da Amazônia, em rota de cruzeiro, parecia que o avião estava flutuando estático na imensidão do céu azul. Depois de três horas e meia de vôo, ficamos alegres quando cruzamos o rio Solimões na região de Iranduba e Manacapuru e transpomos o rio Negro, para então vislumbrar a velha Manaus ao longe envolta numa redoma de mornidão, castigada pelo calor intenso e arremetemos em direção ao Aeroporto Eduardo Gomes. Aterrissagem perfeita. Estávamos novamente em casa!
O saldo de nossa ida ao Ajuntamento das Tribos foi super positivo, e penso que valeu o esforço e o investimento. Muita coisa que vi e ouvi certamente serviu de reflexão pessoal e certamente servirá para aplicar de forma contextualizada no Abrigo R15.
Dois pontos aqui são importantes destacar:
Primeiro. Ouvindo as musicas e vendo a alegria contagiante daqueles jovens, a espontaneidade no louvor, o amor expresso nos abraços e gestos cheios de cuidado fraternal, o carinho atencioso expresso nos tratamentos mútuos, nos encontros, nas conversas, a empolgação na hora dos batismos, o quebrantamento visível na hora da ceia do Senhor, as danças e tantas outras expressões de devoção simples me veio claramente à mente que precisamos ser mais singelos, menos egoístas, e mais amorosos uns com os outros, e ainda muito mais apaixonados por Jesus.
Em uma frase sucinta: precisamos urgentemente voltar ao primeiro amor, à ingenuidade da fé, e a alegria da salvação. Estamos precisando renovar nossa experiência de vida com Jesus. Isso deve ser uma busca essencial.
Segundo. Vendo o amor incondicional desses irmãos tribais pude ver o quanto ainda discriminamos quem não é e age como nós. Ali, negros, pobres, ricos, brancos, magros, gordos, todos convivendo e coexistindo juntos, cada qual com seu jeito de ser, cabelo, pele, roupa, adereços, e ninguém se intrometendo na vida do outro, mas acima de tudo encarnando um amor inclusivo que revela acima de tudo, a unidade do corpo de Cristo tão difundido no Novo Testamento e tão pouco vivida pela igreja nos dias atuais.
Vamos então por tudo isso em prática, na construção de pontes de acesso que vão se interligar entre os vários modos de vida e estilos diferenciados que temos em nossa comunidade. Baixemos nossas pontes levadiças e permitamos que as pessoas ao nosso redor entrem e saiam de nossos castelos de isolamento.
E vamos encarnar o amor inclusivo de Jesus de uma vez por todas!
Então, mãos à obra!

6 comentários:

markeetoo disse...

Realmente o saldo foi mais que positivo.
Valeu a pena, o esforço, a falta de grana e o cansaço ehehe.
Agora é orar por toda essa galera e manter o contato pela net e orar pra que vivamos essa vida simples e cheia de amor a Deus e ao próximo!

Edjane disse...

Gostei muito do post, q aventura, mas valeu a pena todo esforço, ouvir Eduardo Mano ao vivo na poltrona é chiquenoúrtimo heim? (RS). Pelas palavras dá pra notar o qto foi positivo para vcs essa experiência, destaque para a conclusão do texto, não preciso nem comentar, mas é a mais pura verdade.
Abraços!

AlyCampos disse...

Que essa aventura seja só o começo..de uma caminhada eletrizante!! Arriba!! Quem vai na próxima sou eu heimm!!

Marilena Silva disse...

Só de olhar as fotos da pra sentir a alegria, e só de pensar nas músicas da Com. S8 e lembrar o quanto elas foram edificantes no comecinho da minha caminhada cristã já me emociona....! Mas, é bom demais ter vcs de volta.

janssem disse...

Ano que vem quero estar lá tambem!

Edjane disse...

Ahhh!tb quero tá lá ano q vem..rs